6 motivos para você assistir ao thriller O Poço na Netflix

O Poço entrou no catálogo da Netflix no Brasil em 20 de março e desde então tem permanecido no topo da lista de mais vistos da plataforma em praticamente todos os dias. O filme teve a sua primeira exibição ainda em 2019, no mês de setembro, durante do Festival de Toronto. Com boas críticas do público especializado e a distribuição da Netflix, já era de se esperar que O Poço fosse chamar a atenção. 

A trama é centrada em Goreng, que acorda em uma prisão. O ambiente fechado consiste em uma caixa que possui um vão aberto no meio. É por lá que passa uma plataforma onde está depositado um banquete, ou os restos dele, se você está nos andares inferiores. A plataforma passa uma vez ao dia, dando 2 minutos aos presos do andar para se alimentar como puderem da comida oferecida, até avançar para o andar inferior. 

Uma distopia agonizante, com alta carga de críticas sócio-políticas, o sucesso do filme parece ter sido acentuado pela época do seu lançamento. É por isso que reunimos X motivos para te convencer a assistir este thriller. Confira:

1. Uma nova distopia

O universo opressor, hierarquizado e degradante que O Poço cria faz com que o filme possa ser considerado uma distopia. Neste ambiente de isolamento, muito semelhante à O Expresso do Amanhã (2013) e No Topo do Poder (2015), a prisão se configura em uma divisão de classes: quem está nos andares de cima, recebe um verdadeiro banquete; quem está abaixo, tem que se alimentar dos restos do que já foi devorado para tentar sobreviver. 

Sem ter para onde fugir, os protagonistas precisam encontrar uma forma de quebrar este sistema tenebroso. 

2. Um thriller para os amantes do Gore

É preciso dizer que O Poço não é um filme fácil de ser assistido, especialmente pelas suas cenas de violência e de Gore que acontecem nos níveis mais baixos da prisão. O isolamento, a fome e a paranóia coloca os presos em situações extremamente degradantes e violentas. Mas, segundo o diretor: “Se O Poço é o reflexo da nossa sociedade, eu não podia ocultar a violência”. 

Por esta escolha estética da produção, que inclui cenas fortes e incômodas de serem assistidas, parte do público pode adorar e outra odiar o filme.

3. Crítica sócio-política

O diretor Galder Gaztelu-Urrutia não nega a natureza política do filme. Embora se trate de uma distopia em um ambiente isolado, falar de hierarquias e distribuição de recursos básicos na sociedade é também fazer um paralelo com a realidade sociopolítica em que vivemos. Em entrevista, o diretor comentou que “O Poço quer colocar o espectador em uma posição que o faça pensar em como ele se comportaria em certas situações em relação ao que está acontecendo no mundo real. O que você faria estando nos primeiros e nos últimos níveis? Nós não julgamos, mas fazemos o questionamento e deixamos para o público a decisão”. 

4. Um filme que abre o debate e as teorias

Esse é um tipo que filme que não fica contido em si mesmo. Ele propõe debates sobre temas extremamente importantes na nossa sociedade, como o embate entre individual versus o coletivo. Além disso, as pontas soltas e um final surpreendente abrem as portas da imaginação do público para teorias. Já existem várias em blogs, fóruns e também no YouTube. Isso não só permite ao público diversas discussões sobre a trama e os aspectos técnicos do filme, mas também que mais pessoas entrem em contato com ele e tenham interesse em vê-lo.  

6. Uma chance de descobrir o cinema espanhol

A Netflix tem sido uma ótima aliada na produção e distribuição de filmes e séries que normalmente não chegariam a um público tão grande caso fossem lançados em salas de cinema. E com ela descobrimos outras produções espanholas, como a série que se tornou um fenômeno nos últimos anos, La Casa de Papel (2017 – presente). O Poço é outro exemplo de uma ótima trama combinada com uma produção muito bem executada, resultando em ótimas avaliações do público e da crítica. 

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